O que a perda tentou me explicar, o amor me ensinou

Certo dia, acordei para mais um dia, onde faria minhas atividades rotineiras e no final do dia poderia, enfim, estar com meus amigos para uma “reuniãozinha” que planejávamos durante semanas. Mas ao chegar à cozinha, pude ver meus pais arrumados antes de mim e na mansidão de suas vozes, uma triste notícia. Alguém que amávamos havia ido morar no céu. Justamente em um dia de céu azul intenso, mesmo em meio às nossas dores, havia alegria no céu, alegria que nos gerou conforto.

Durante todo o percurso umas nuvens em forma de coração nos guiavam e junto com elas a certeza de que não estávamos sós, e em meio à dor o amor se tornou mais expressivo. Desde então, esses últimos dias têm me ensinado grandes aprendizados e na verdade, é sobre isso que eu gostaria de compartilhar.

Tenho aprendido que só percebemos o valor que estão nos momentos quando eles se tornam apenas lembranças. Somos singulares e são os nossos detalhes, são nossas manias que ficam na memória dos outros e por isso não podemos hesitar em sermos nós mesmos. Os dias que, às vezes, achamos que são longos, se tornam breves quando a saudade toma o seu lugar. Então, cuide das pessoas que você ama, mas jamais se esqueça de cuidar de si. Seja grato pelas oportunidades de estar junto porque depois você vai desejar isso. Não queira que os outros tenham as mesmas atitudes que as suas, porque não sabemos suas limitações.

E quando a esperança se for, não tenha dúvidas, o amor permanece. O amor nos permite guardar as boas lembranças, nos torna fortes para consolar os que choram, nos traz a paz que não podemos explicar e nos deixa a certeza que não há nada capaz de traduzir.

Autora: Amanda Batista

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