Acordei hoje disposta a ser livre!

Acordei hoje disposta a ser livre. O peso das algemas que a vida nos coloca é grande demais, minhas mãos estão cansadas. Por diversas vezes, me senti como a areia na praia, como se existir fosse apenas um pretexto para ondas terem onde bater ou os outros terem onde pisar. Ninguém realmente se coloca no lugar da areia, mas a julgam por estar muito quente ou muito gelada, atiram lixo como se ela fosse um depósito, sentam em cima dela, pisam, correm e nunca admiram sua base incomparavelmente perfeita para o mar brilhar.

Pode até ser que eu tenha feito uma figura de linguagem agigantada, mas quem já foi areia pelo menos uma vez na vida, sabe do que estou falando. Há em nós uma inclinação, há de se dizer, maldita, para o escravismo. Para situações escravistas. Para relações escravistas. Para sentimentos escravistas. Parece masoquismo! Porque escolheríamos algo tão cruel se nossa liberdade já foi conquistada? Também não sei responder, ouso opinar que talvez, nem todos nós saibamos arriscar o suficiente para pagar o preço da liberdade.

Não digo uma liberdade física (a que cabe a justiça julgar) nem espiritual (essa que nunca poderíamos pagar sozinhos, ainda bem que Jesus veio até nós! Ufa!), falo da liberdade emocional. Somos escravos em tempo integral do nosso emocional, nas nossas paixões, nossos vícios, nossos amores. Somos escravos dos nossos medos, dos nossos traumas, das nossas dores. Ficamos sujeitos aos nossos sentimentos como se eles fossem maiores do que nós, como se houvéssemos sido comprados por eles. Temos uma tendência a permitir que as emoções engulam nossas vidas de forma a tragar nossa liberdade. Mas quem faz de nós escravos das nossas emoções?

Nós mesmos, digo com certo pesar no coração. Há uma ausência injustificada de coragem para arcar com o preço que ser livre requer. E digo livre das nossas próprias limitações inventadas. Aquelas que nós sobrepomos as nossas realizações. Aquelas que nós inventamos por receio das opiniões alheias. Aquelas limitações que permitimos que os outros coloquem sobre nós. Limitações incoerentes, ridículas, absurdas. Em todos os lugares do mundo, o tempo todo, existem pessoas controladoras tentando nos colocar dentro de uma bolha de manipulação. E nesses mesmos lugares, dentro dessas bolhas, em algum momento, faltará ar para respirar e nos sentiremos sufocados, precisaremos romper esse bloqueio para enxergar com os nossos próprios olhos e viver.

Viver de verdade. Viver a nossa verdade, a verdade do nosso coração que ninguém além de nós sabe viver. Viver a liberdade, a leveza, sentir a brisa no rosto, fechar os olhos e sorrir aliviado. Sem algemas, sem manipulação, com nossas próprias decisões, aprendendo a caminhar sem algemas ou amarras. Sendo realmente feliz. Não existe felicidade onde há prisão. Só se é feliz quando se é livre para ser o que realmente é. Não desista de você, da sua liberdade, da sua verdade. Ame a liberdade de ser quem você nasceu para ser.

Não deixe ninguém te roubar de você. Se pertença para poder se doar pelo que realmente acredita. Seja livre! Não seja base para outros pisarem, pare com essa história de ser areia. Seja mar! Seja onda quando quiser, seja calmaria quando precisar, deixe a luz do Sol refletir através de você, seja profundo não supérfluo, deixe as pessoas mergulharem em você e descobrirem sua beleza. Seja mar! Seja ar! Seja leve! Seja livre!

Autora: Gabriela Freitas

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