Cachorro correu por quilômetros diariamente para ver lápide do amigo

Similar a história do Hachiko, o cachorro Fulmine viveu suficiente para perder um grande amigo, e não desistir da visitá-lo mesmo após ele partir.

Sara Sechi, em entrevista para Stephen Messenger, no site The Dodo, contou a história do cachorro Fulmine, que durante 7 anos compartilhou a vida com Leonardo, pai de Sara.

“Eles eram tão afetuosos, estavam sendo se abraçando”, disse Sara ao portal. Infelizmente o tempo da Fulmina e Leonardo se acabou, mas o amor deles continua vivo.

Em maio de 2021, após lidar por meses com uma doença, Leonardo faleceu. Enquanto Leonardo estava no hospital, a família dele estava preocupada com Fulmine, que chorava por não ter o seu dono em casa. “Toda vez que um carro se aproximava, Fulmine corria para o portão para ver o meu pai”, disse Sara.

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Mesmo após Leonardo partir, o cachorro não parou de procurar pelo amigo, foi então que a família um dia descobriu onde estava o cachorro de uma forma inusitada.

No dia do funeral de Leonardo, Sara e o filho dela viajaram para o cemitério levando flores. E quando eles chegaram ao funeral, descobriram outra pessoa que estava lá visitando também: era Fulmine.

Por incrível que pareça, Fulmine correu por 3 quilômetros, atravessando a cidade sem ajuda de ninguém e se deitou ao lado do túmulo de Leonardo. Ele entendeu que Leonardo, – o qual não tinha visto por semanas – estava lá agora.

“Eu não fazia ideia que encontraria ele lá”, disse Sara. “Ele não sabia do funeral, não faço ideia de como ele chegou lá.”

Mesmo assim, lá estava Fulmine – reunido com Leonardo, em espírito.

E essa não foi a última visita de Fulmine a Leonardo. Nas semanas seguintes os vizinhos contaram a Sara que viram o pequeno cachorro viajando sozinho para o cemitério para visitar o amigo que tinha perdido.

“Eu acho que ele estava indo todos os dias para lá”, comentou Sara.

Ainda assim, como Fulmine descobriu onde estava Leonardo continua sendo um mistério.

“Eu acho que ele foi guiado pelo amor que tinha por meu pai. Ou meu pai guiou ele para chegar até lá”, acrescentou Sara. “É uma das poucas poucas coisas que acontecem em nossa vida, para o qual não temos explicação nenhuma.”

Sara adotou Fulmine após o pai ter partido. “Me deixa emocionada saber o quanto meu pai amava Fulmine, e quanto Fulmine também ama ele”, disse Sara. “É triste ver Fulmine triste dessa forma, mas nós vamos passar por esse momento triste juntos”.

Via: The Dodo

Dona tira fotos de gatinha de 5 semanas que sorri para a câmera, confira!

A todo momento queremos tirar fotos da fofura dos nossos pets, mas nem sempre é assim. O resultado é que sempre a galeria fica lotada de fotos borradas, caras estranhas ou fotos da gatinha ou cachorrinha fazendo estripulices.

Recentemente na internet foi viral a sequência de fotos que a Lauren Boutz compartilhou das suas gatinhas, a Bubbles, Buttercup e Blossom, recebendo diversos compartilhamentos no Facebook.

Segue o post:

Tradução livre: “Blossom sorrindo para a câmera 😍
Edit: Eu adoto gatinhos do Departamento de Bem-Estar dos Animais da Cidade de Albuquerque. Essas são minhas Gatinhas Superpoderosas: Blossom, Bubbles e Buttercup. Elas tem cerca de 5 meses agora. 😍😍💜 #FosteringSavesLaves (Adoção salva vidas) #AdoptDontShop (Adote, não compre) #OneAlbuquerque Também, os créditos vão para Gary Sanchez pelas fotos de perto. (E ele é o que está na foto! ☺)

A sequência de fotos que você verá agora pode te dar ataques de fofura, então se prepare:

Vai dizer que não acha essa gatinha extremamente fotogênica?

Leia também: Se não for tu, quem será?

Complementa Lauren: “Eu disse a Blossom que ela é famosa agora. #Fosterkittens (Adote Gatinhos) #AdoptDontShop (Adote, não compre) #OneAlbuquerque”

Lembre-se também que gatos ou cachorros adotados não são mercadoria para povoar redes sociais, se for adotar, cuide muito bem, eles precisam de carinho, pois muitos deles saíram das ruas ou de situações extremamente degradantes, como maus tratos, fome e agressões.

Abandono de animais não é brincadeira, e no Brasil isso é uma realidade extremamente infeliz, que a cada dia se mostra mais presente nas nossas vidas, e das diversas soluções que possam ser elaboradas, a adoção é uma excelente ideia para cuidar desses animais, para que não se envolvam em acidentes, contraiam doenças ou sejam agredidos por pessoas sem pudor ou até mesmo outros animais predadores.

Se você pensa em ter um animal, considere visitar um centro de adoção na sua cidade e busque informações para fazê-lo.

Se não tu, quem mais?

Quem mais, me deixaria encarando amorosamente, após chegar toda linda com um vestido florido, depois de atrasar como sempre, e perguntar: Vai me levar aonde mesmo?

Quem mais, me faria arrepiar, ao me dar um beijo gostoso, com um daqueles batons de tom forte, que insiste em me deixar de batom, sempre?

Quem mais, me provocaria ao mesmo tempo, extrema admiração e preocupação, por segurar o mundo alheio nas costas, com um sorriso no rosto, enquanto desaba no banho?

Quem mais, me faria rir, ao ouvir reclamar por ter que acordar cedo, quando poderia dormir até tarde?

Quem mais, me deixaria apaixonado, por não ser fã de café, mas ainda assim me acompanhar, enquanto olha com desdém para os doces no balcão da padaria, dizendo que nenhum está com a cara boa?

Quem mais, me diria, ‘ouve isso aqui’, e iria pondo fone no meu ouvido, com total liberdade?

Gilberto Rodrigues
Psicólogo Clínico – UK

O cinza dos seus olhos tem a cor da minha felicidade

Seus olhos eram cinzentos.
Antes de te conhecer, relacionava o tom de chumbo com coisas mórbidas, frias. Um céu cinza, tempestade. A tempestade que destrói passeios alegres no parque enquanto crianças brincam e casais passeiam, a chuva que faz você correr para alcançar o trabalho e pode destruir seus melhores planos. A cor das cinzas de um fogo que se apagou e que deteriorou a madeira, transformando-a em uma substancia sem traços de calor. O metal que afasta e a incompreensão inicial de filmes antigos e sem voz. A frieza do inverno e de uma vida sem cor. Ou melhor, uma única cor.

Cinza.
Mas então, através dos seus olhos, pude presenciar muito mais do que aquilo que pensava. Parece bobo, mas nunca tinha conectado essa cor com algo bom. Eu evitava até mesmo usá-la. Tenho quase certeza que a única roupa que tinha dessa cor era um blusão tricotado por minha avó, um exemplar cheio de furos e que cheirava mofo no fundo da gaveta, atropelado por uma centena de roupas com espectro vermelho, prata e laranja. Eu me considerava uma pessoa enérgica que buscava cores vivas e não enxergava alegria nesse tom.
Mas então você surgiu e sorriu, mostrou felicidade apenas com um olhar carregado da poeira cinzenta do mistério e da amizade.

Foi como se uma parede dentro de mim desmoronasse.
Conforme eu passava os dias com você, entre trocas de e-mails, mensagens noturnas e cafés não programados no centro, comecei a perceber todas as coisas maravilhosas que tinham a cor e a verdade dos seus olhos.
Coincidência ou não, nosso primeiro encontro foi na estação mais fria do ano. E pela primeira vez não pensei em tristeza, mas na magia daquelas cores pálidas refletidas em um sol muito baixo, mas perfeito para iluminar a chama de um beijo.

E o cinza-asfalto do seu casaco, impregnado com seu cheiro? Eu poderia simplesmente me perder ali entre seus braços aquecidos e promessas de um hoje.

Alguns relacionavam o cinza com o velho e obsoleto, mas nunca havia me sentido tão jovem enquanto me entregava a você e ao seu olhar.

Comecei a apreciar dias de tempestade. Nuvens nebulosas me lembravam de suas palavras, a eletricidade das nuvens o seu olhar que me despertava. E a chuva? Os beijos que você me roubava enquanto todo o resto desaparecia, enquanto o mundo corria e se protegia e tudo que queríamos era continuar.

E eu pensava que o dourado era a cor mais alegre e triste, que o cinza era apenas para dias de luto e melancolia.

É você realmente conseguiu me provar o contrário.

Autora: Vanessa Silvana

Amar é sobre querer ficar

Não gosto de categorizar o amor como fácil ou difícil. Tudo é circunstancial e nós estamos falando de pessoas, de sentimentos, de rotina.

Só que é fácil amar o outro enquanto ele lhe faz uma surpresa no meio da semana. É fácil amar no silêncio da noite, encaixados um ao outro. É fácil amar quando ele sorri e durante as conversas intermináveis sobre política e temas banais. É fácil amar em um dia de Sol na praia tomando água de coco e batendo fotos para postar no Instagram.

Mas é difícil, não é? É difícil amar quando ele está com a cara emburrada na frente dos seus amigos e você nem sabe o porquê. É difícil amar quando está cansada do trabalho e ele quer ficar conversando sobre algum assunto que não te interessa. É difícil amar quando ele esquece aquele compromisso que você falou mil e uma vezes.

Na verdade, o amor em si é muito simples. Você sabe que ama aquela pessoa e pronto. Não tem mistério, perceber e assumir o que sente é até leve.

Mas além disso, amar é convivência. É qualidade e defeito. É insistir e ceder. É dia bom e dia ruim, às vezes as duas coisas em 24 horas. É abraço apertado e saudade que dói. É estresse, é calmaria, é briga e muita risada.

E é justamente por esse emaranhado de momentos e sensações que as pessoas se perdem. É pelo medo ou por subestimar que a gente se engana com a ideia de amar. Não é tão difícil quanto dizem nem tão fácil quanto a gente gostaria, é um pouco mais óbvio que isso: é tudo uma questão de querer fazer dar certo.

Entre limitações e suas superações, amar é sobre querer ficar e cada vez mais evoluir – juntos.

Autora: Maria Carolina Araújo | Miragem Real